A “regra” foi quebrada, e a final do Mundial deste ano não será entre europeu e sul-americano. Autor da quebra: Mazembe, da República Democrática do Congo.
O favorito era o Inter, claro. Mas como favoritismo não ganha jogo, aconteceu o menos esperado, que no decorrer da partida foi se tornando possível. O time brasileiro, com toda a capacidade que possui, fez pouco ofensivamente; a melhor chance do primeiro tempo foi construída numa bela articulação de Alecsandro com Rafael Sobis, que concluiu para a defesa do goleiro. A articulação rápida era a melhor maneira de se infiltrar na área adversária, foi feita somente duas vezes no segundo tempo, e ambas pararam na mão do saltitante Muteba Kidiaba. O time congolês se soltou mais na etapa final, não recebeu a devida atenção, e despachou o adversário com dois belos gols de Kabangu e Kaluyituka – o último tirou todas as possibilidades de reação do Inter, que ficou tenso após o primeiro.
Se a Inter de Milão se tornar finalista, ela que se cuide, porque o Mazembe, despachante de favoritos, está querendo entrar para a história.